Queratina: cabelo, unhas e nutrientes essenciais
A queratina é uma proteína estrutural presente principalmente em cabelos, unhas e camada mais externa da pele. Nos fios e nas unhas, sua resistência depende da organização das fibras proteicas e de ligações químicas — especialmente as pontes dissulfeto formadas a partir de resíduos de cisteína.
Isso explica por que nutrição adequada é importante, mas também por que a ideia de “tomar nutrientes para fabricar mais queratina” precisa ser tratada com cuidado. Em pessoas sem deficiência, adicionar vários suplementos não necessariamente torna cabelo e unha mais fortes.
A Invictus pode preparar combinações prescritas com doses individualizadas, evitando excesso ou duplicação de nutrientes.
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Queratina não é a mesma coisa que crescimento capilar
O fio de cabelo que vemos é uma estrutura queratinizada produzida pelo folículo. Melhorar a resistência da haste e tratar queda capilar são objetivos diferentes.
Um suplemento pode ajudar quando existe uma deficiência que prejudica o crescimento, mas não substitui tratamentos específicos para alopecia androgenética, alopecia areata, eflúvio telógeno ou inflamação do couro cabeludo.
Proteína e aminoácidos
Queratina é formada por aminoácidos. Por isso, ingestão proteica insuficiente pode afetar cabelo e unhas. Entre os aminoácidos estruturalmente relevantes estão cisteína, glicina, serina e outros.
Na prática, porém, uma dieta com proteína adequada costuma fornecer esses blocos de construção. Suplementar aminoácidos isoladamente sem identificar uma necessidade não garante aumento de síntese de queratina.
Cisteína e enxofre
A cisteína merece destaque porque suas moléculas podem formar pontes dissulfeto, que dão resistência à queratina. Essa química é real e ajuda a entender por que cabelo sofre tanto com processos que rompem ou reorganizam essas ligações, como alisamentos e descolorações.
Mas isso não significa que todo composto contendo enxofre, como MSM, vá automaticamente ser incorporado à queratina e engrossar o cabelo. O metabolismo do enxofre é muito mais amplo.
Biotina: útil principalmente quando há deficiência
A biotina ficou popular como “vitamina do cabelo e unhas”, mas deficiência verdadeira é incomum. Há relatos e pequenos estudos mostrando benefício em algumas pessoas com unhas frágeis ou condições específicas, porém a evidência para suplementar pessoas saudáveis sem deficiência é limitada.
Além disso, doses altas de biotina podem interferir em exames laboratoriais. Por isso, não deveria entrar automaticamente em toda fórmula capilar.
Ferro, zinco e vitamina D
Deficiências ou desequilíbrios de ferro, zinco e vitamina D aparecem associados a alguns tipos de queda capilar. A literatura, porém, é heterogênea e a reposição faz mais sentido quando exames ou contexto clínico apontam necessidade.
Em outras palavras, corrigir deficiência pode melhorar o problema; suplementar em excesso uma pessoa com níveis adequados pode não trazer benefício e ainda criar efeitos adversos.
Vitamina A e selênio: mais também pode ser pior
Alguns nutrientes importantes para a pele e cabelo podem provocar problemas quando ingeridos em excesso. Vitamina A e selênio são exemplos clássicos: excesso pode inclusive favorecer queda de cabelo.
Esse é um bom motivo para evitar fórmulas “completas” que acumulam altas doses de tudo.
Unhas frágeis têm muitas causas
Unhas quebradiças podem resultar de trauma repetitivo, contato com água e solventes, envelhecimento, doenças dermatológicas, alterações tireoidianas, deficiência nutricional ou simplesmente síndrome de unhas frágeis idiopática.
Nutrição pode ajudar em casos selecionados, mas hidratação da lâmina, redução de agressões químicas e tratamento da causa de base muitas vezes são igualmente importantes.
Queratina tópica x nutrição
Produtos capilares contendo proteínas hidrolisadas ou derivados de queratina podem atuar principalmente na superfície do fio, preenchendo irregularidades e reduzindo temporariamente porosidade e quebra. Isso é diferente de aumentar a produção biológica de queratina dentro do folículo.
É útil separar cosmética da haste capilar de tratamento do folículo.
Onde a manipulação agrega valor?
A manipulação permite construir fórmulas baseadas em uma necessidade identificada: ferro quando indicado, zinco em dose adequada, aminoácidos específicos, silício de uma forma definida ou outros componentes escolhidos pelo prescritor.
O objetivo deveria ser corrigir o que falta ou complementar um tratamento, e não simplesmente reunir o maior número possível de ingredientes relacionados a cabelo e unhas.
Referências
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Baran, R.; Schoon, D. (2004). Nail fragility and brittle nails. Journal of Cosmetic Dermatology.
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