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Ceratose actínica: tratamentos e opções tópicas


A ceratose actínica é uma lesão relacionada à exposição crônica à radiação ultravioleta e faz parte do espectro de dano pré-neoplásico da pele. Algumas lesões permanecem estáveis ou regridem, enquanto outras podem evoluir para carcinoma espinocelular, por isso a avaliação dermatológica é importante.

O tratamento pode ser direcionado a uma lesão isolada ou ao chamado campo de cancerização, quando existem várias alterações em uma área de pele fotodanificada.

Tem uma prescrição dermatológica para ceratose actínica?
A equipe farmacêutica da Invictus pode avaliar concentração, veículo e apresentação dos ativos prescritos.

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Tratamento da lesão ou do campo?

Para poucas lesões bem delimitadas, procedimentos como crioterapia são muito utilizados. Quando há várias lesões ou dano solar difuso, tratamentos de campo podem tratar também alterações subclínicas ao redor das lesões visíveis.

Entre as opções com melhor evidência estão 5-fluorouracil (5-FU), imiquimode, crioterapia e terapia fotodinâmica; diclofenaco tópico também é utilizado em determinados cenários. A escolha depende de número, espessura e localização das lesões, além da tolerância esperada ao tratamento.

Onde entra o KOH 5%?

O hidróxido de potássio 5% é uma opção interessante e ainda pouco conhecida. Em um ensaio randomizado pequeno, com 18 pacientes e lesões em face ou couro cabeludo, KOH 5% foi comparado com 5-FU. No primeiro mês houve resposta clínica mais rápida com KOH; aos três meses a diferença entre os grupos já não era estatisticamente significativa.

O estudo também mostrou um perfil de reação local diferente: 5-FU produziu mais eritema, descamação e edema, enquanto KOH apresentou mais erosão e ulceração. Portanto, não é correto resumir o KOH como simplesmente “mais seguro”. O trabalho é promissor, mas pequeno e de acompanhamento curto. Estudos posteriores continuam investigando essa alternativa.

Por que não listar todo queratolítico como tratamento?

Ácido salicílico, ácido glicólico, TCA e outros agentes podem fazer parte de estratégias de preparação da superfície ou procedimentos dermatológicos, mas não devem ser apresentados como equivalentes a tratamentos de campo estabelecidos.

O ácido salicílico, por exemplo, pode ajudar em lesões hiperqueratósicas ao reduzir a barreira de queratina e facilitar a ação de outro tratamento. Isso é diferente de afirmar que ele, sozinho, trata o componente displásico da ceratose actínica.

Formulações tópicas usadas em estratégias para ceratose actínica

Onde a manipulação pode ajudar?

O diferencial magistral está em ajustar concentração, veículo, quantidade e proteção da pele ao redor de acordo com a estratégia do dermatologista. Em algumas prescrições, uma barreira inerte ao redor da lesão pode ser usada para limitar contato de agentes irritantes com a pele saudável.

Como as reações locais fazem parte de vários tratamentos para ceratose actínica, textura, espalhabilidade e precisão de aplicação podem ter impacto importante na adesão.

Referências

Eisen, D. B. et al. (2021). Guidelines of care for the management of actinic keratosis. Journal of the American Academy of Dermatology.

Salehi Farid, A. et al. (2022). Comparing efficacy and safety of potassium hydroxide 5% solution with 5-fluorouracil cream in patients with actinic keratoses: a randomized controlled trial. Journal of Dermatological Treatment, 33(3), 1376–1382. https://doi.org/10.1080/09546634.2020.1817839

Heppt, M. V. et al. (2024). Update in the diagnosis and treatment of actinic keratosis.

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